sábado, 25 de abril de 2026

Mensagem para os meus amigos

 


Publicado originalmente no Facebook, em 20/03/2015 

Hoje em dia praticamente não utilizo mais o Facebook como um meio de inter-relação de amizade. Resolvi deixar isso para o mundo físico, para o contato real e visual, como sempre foi até poucos anos atrás. O Facebook constitui para mim, atualmente, apenas um canal de troca de informações e ideias sobre a política nacional, através do qual divulgo textos de minha autoria e também de outras pessoas, que considero importantes para reflexão.

Contudo, hoje farei uma exceção para dirigir-me aos meus amigos e familiares reais, de carne e osso, não virtuais.

Pertenço à classe média e maior parte de vocês, meus amigos, também.

Essa mesma classe média que tem se colocado contra o governo do PT.

Nada contra, faz parte do jogo democrático ser contra um partido e desejar que outro seja escolhido para governar. Fiz isso a vida toda. Os partidos políticos existem para isso mesmo, para representar as diversas formas do pensar político da sociedade. Democracia é isso: é o cidadão possuir o direito sagrado e inalienável de opção quanto àquilo que considera o melhor caminho para a sociedade.

Do mesmo jeito, realizar manifestações, greves e passeatas é o jogo jogado da liberdade de expressão. O cidadão tem o direito de exteriorizar sua insatisfação com o projeto político que está em andamento.

Todavia, existem limites insuperáveis nesse jogo político. Um desses limites é a exteriorização de preconceitos, de falta de humanidade, de sensibilidade pela dor do outro ser humano e de clamor pela vinda de um regime de exceção, de uma ditadura.

sexta-feira, 27 de março de 2026

A invasão da Venezuela e a ameaça à supremacia do mundo civilizado

 

Publicano no jornal GGN em 13/01/26, às 10:38

 A invasão da Venezuela define um marco histórico negativo com significado geopolítico ainda mais grave do que os conflitos de Palestina ou Ucrânia. Não que se esteja pondo em dúvida a gravidade do genocídio palestino, que é indubitavelmente gravíssimo e indesculpável, ou da quebra da soberania ucraniana, que, ao fim e ao cabo, certa ou não, trata-se de resposta da Rússia às sucessivas quebras dos acordos encetados com os países da Otan.

O que se coloca é que, sob o ângulo das relações internacionais, a invasão da Venezuela expõe um perigo imperialista muito maior e difuso, capaz de atingir, sem exceção, todas as soberanias do mundo, dada a quase inesgotável capacidade militar do país ofensor, os EUA, e às bravatas expostas publicamente pelo seu tresloucado governante, o ególatra Donald Trump.

Não é de hoje que os Estados Unidos fizeram ressurgir a ótica do poder absoluto que predominava dezenas ou centenas de séculos atrás pelos impérios mais poderosos, como o romano, e mesmo antes disso, com as chamadas invasões bárbaras praticadas por vândalos, hunos, visigodos e tantos outros povos nômades, que visavam apenas o saque, a rapinagem, a pirataria e o massacre, sem pretensão de dominação permanente.

Como já tive a oportunidade expor em texto anterior, os Estados Unidos da América representam o exército defensor das corporações mais ricas do mundo. Não são “o” império, mas, sim, o soldado e a espada dos imperadores, que são os bilionários oligarcas.

Através desse braço armado, representado pelos Estados Unidos, a economia mundial vem sendo submetida à vontade desses novos imperadores de quatro modos principais, mas não únicos: