O futuro nasce a partir do presente entendido como o ápice do passado, vale dizer, o arcabouço do futuro repousa sobre os alicerces do presente, construídos que foram no passado. A utilização das ferramentas históricas herdadas pelo presente constituem a causa necessária do futuro que se projeta como ideia, pois possibilitam iniciar a obra que, em potência, representa o futuro que concretamente poderá vir a ser experimentado pela civilização.
Enfim,
para simplificar esse raciocínio que já está ficando tortuoso, não
é possível pensar num futuro a partir do nada. Do nada, nada vem, a
não ser no caso único e excepcional da criação divina. Fora essa
possibilidade teológica, o futuro sempre emergirá de suas bases
históricas, ainda que sob a forma de contradição.
