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sexta-feira, 6 de maio de 2016

No olho do furacão


Então... estou calmo. Estranhamente calmo.
Não é como a calmaria que sucede a violenta tempestade. É a calma típica do deprimido, da quem sente a impotência. É mais como a tranquilidade transitória de quem está no olho do furacão e sabe que, breve, muito breve, será atingido pela fúria indomada dos ventos. Há um aperto indistinto no coração, aquele que nos acomete quando estamos plenamente cientes da inevitabilidade do que virá e, justamente por sua natureza inevitável, nada, absolutamente nada podemos fazer em relação ao futuro. Woddy Allen, jocosamente, se dizia bastante preocupado com o futuro, já que é lá que pretende passar o resto de sua vida. Eu também, Woody, eu também, juntamente com minha família e todas as pessoas que amo. Como chegamos a esse ponto? De que forma deixamos escapar essa oportunidade única de nos livrarmos dessa pecha pejorativa de país do futuro, de país em vias de desenvolvimento? Quase chegamos lá e... de repente, voltamos aos anos 1990. Por que?

domingo, 15 de março de 2015

O ordinário se presume


Uma pessoa me acusa de ser paranoico e inventor de teorias da conspiração, por conta da advertência que fiz da possibilidade de uso, por parte da oposição ao governo, da tática de bandeira falsa, ou seja, colocação de pessoas travestidas de petistas para provocar desordem nas passeatas de hoje, 15/03.
De fato, pode existir paranoia do meu lado, se esse for um novo nome para cautela (se informem sobre os sequestradores do empresário Abílio Diniz e as camisas do PT que usavam). Afinal, já diz o ditado de sabedoria popular que gato escaldado tem medo de água fria.
Há, contudo, mais, muito mais, ingenuidade do outro lado, pessoas para quem recomendo que busquem informações na rede sobre como atuam, na geopolítica mundial, os chamados "assassinos econômicos".

segunda-feira, 9 de março de 2015

A encruzilhada do futuro




O futuro nasce a partir do presente entendido como o ápice do passado, vale dizer, o arcabouço do futuro repousa sobre os alicerces do presente, construídos que foram no passado. A utilização das ferramentas históricas herdadas pelo presente constituem a causa necessária do futuro que se projeta como ideia, pois possibilitam iniciar a obra que, em potência, representa o futuro que concretamente poderá vir a ser experimentado pela civilização.
Enfim, para simplificar esse raciocínio que já está ficando tortuoso, não é possível pensar num futuro a partir do nada. Do nada, nada vem, a não ser no caso único e excepcional da criação divina. Fora essa possibilidade teológica, o futuro sempre emergirá de suas bases históricas, ainda que sob a forma de contradição.