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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Ante o vácuo da política, o que fazer?


Este texto é um comentário ao excelente texto de Ion de Andrade, "Lula,a crise do paradigma Gramsciano e da nossa democracia", publicado no portal de notícias do GGN, do jornalista Luis Nassif.
Consolidado o golpe contra Dilma, a indagação que tem incomodado profundamente desde então é: como as coisas se desenvolverão no quadro político brasileiro, com ou sem Lula retornando à presidência? Está claro que o poder estabelecido não aceitará alterações relevantes na sociedade nem mesmo através do gradualismo, ou seja, dentro das normas democráticas concernentes ao Pacto Social com as quais ele próprio (o poder) aquiesceu. Isso já foi demonstrado por meio do falso impeachment, que conferiu insegurança ao processo democrático. Não vale mais a escolha povo, que fica subordinada à concordância do poder real.

domingo, 19 de junho de 2016

Sob a batuta de piratas, nasce um novo Brasil


No Brasil, vice-presidentes não são eleitos, sendo apenas integrantes da chapa vitoriosa. Pode não ser desejável, mas nossa tradição política não é de valorização da figura do vice de qualquer coisa, que em geral é apena um elemento decorativo, seja no âmbito federal, como em estados, municípios e mesmo em condomínios residenciais. Poucos lembrarão quem era o vice do prefeito ou do governador no qual votou. O mesmo fenômeno, com um grau talvez um pouco menor, ocorre quanto ao candidato a vice-presidente.
Quantos lembrarão quem era o vice nas chapas de Geraldo Alckmin ou José Serra à presidência? Ou quem era o vice de Marina nas eleições em que foi candidata? Sem titubear, cravo que o número desses privilegiados da memória será próximo de zero.
Em geral, a população somente lembrará de vices que, por destino, tornaram-se titulares, como Sarney ou Itamar Franco, mesmo assim provavelmente deles se lembrarão como presidentes e não como vices que se tornaram presidentes.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A sopa está quase fervendo

O clima político está tenso, muito tenso, mas não se preocupem... pode piorar e provavelmente irá piorar.
O diálogo já está praticamente impossível, o afastamento acaba se impondo. Estamos nos atomizando, as festas estão mais vazias.
O problema é que, em se tratando de várias vozes distintas falando ao mesmo tempo e sem que um ouça o outro, de um povo restrito a um único território que não querem dividir com a divergência, o resultado inevitável, como pontifica Leandro Karnal, é a guerra civil, o último modo de resolução interna dos conflitos políticos da sociedade.
Como se inicia uma guerra civil?
Guerra civil é o câncer de uma sociedade, seu início é imperceptível. Se desenvolve enquanto o mundo continua girando, o sol e a lua continuam os mesmos astros iluminando nossas cabeças, os mercados abrem regularmente e ainda nos proporcionam comprar o nosso pão de cada dia.