De
lá para cá, alguma coisa mudou: hoje são 400 achacadores.
Isso
é o que falou Cid Gomes, na condição de Ministro da Educação, em
discurso para o plenário da Câmara dos Deputados, reafirmando, em
tom enérgico, a declaração que fizera no sentido de que certos
políticos são achacadores e buscam fragilizar o governo para assim
obter vantagens, o famoso “criar dificuldades para vender
facilidades”. Eduardo Cunha, presidente da Câmara, reagiu e
desligou o microfone do ministro.
Tenho
dúvidas sobre se, em algum momento da história do Congresso
Nacional, algum ministro de Estado tenha ido, nessa condição, ao
plenário da Câmara dos Deputados para desancá-lo.
É
um retrato desse momento que vivenciamos, um período de muito
nervosismo na sociedade brasileira no aspecto da discussão política.
Os ânimos estão exaltados. Grande parte da população defende o
governo, uma outra parte, de igual importância e relevo, odeia o PT
e o resultado disso é que estão se tornando comuns os embates
enraivecidos entre críticos e defensores.
