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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Delfim Netto e o capitalismo inovador


Bastante interessante esse pequeno artigo de Delfim Netto, publicado no Portal GGN e cujo link disponibilizo aqui, sobre as condições sociológicas históricas que dão azo à formação do capitalismo. Destaco a parte em que ele pontifica que o capitalismo é apenas um momento no processo histórico, não podendo ser classificado, nem como natural, nem como eterno. Que ótimo que isso seja dito por um intelectual conservador, não é mesmo? Delfim corrobora o que costumo dizer: a honestidade intelectual dá sabor e veracidade à palavra, escrita ou falada, que, assim, clama por ser consumida. Nada mais detestável do que um texto sofista e tendencioso.
Tendo a concordar com Delfim com relação ao que Marx pensaria sobre o capitalismo atual, que provavelmente o entusiasmaria, embora mantendo a crítica da imoralidade e da injustiça que o permeia.

segunda-feira, 23 de março de 2015

O capitalismo e os mortos de fome II

Críticos do socialismo costumam afirmar, como uma das mais fortes razões para o repúdio, que o socialismo real, aquele materializado principalmente nas experiências soviética e chinesa, normalmente é fundado em governos aristocráticos e no culto à personalidade, acabando por redundar num totalitarismo sanguinário, que mata milhões de pessoas para a manutenção do poder.
Não há dúvida quanto ao horror soviético. Stalin, sozinho, chacinou nove milhões de cidadãos russos. Tampouco cabe negar o maléfico comunismo chinês, com Mao Tsé Tung sendo responsável pela morte de setenta milhões de pessoas. De fato, ambos os regimes foram totalitaristas, marcado por cidadãos instados ao dever da vigilância recíproca e patrulhamento ideológico de uns em relação aos outros, causadora de intensa paranoia social, porém com o efeito de manter todos no direcionamento pretendido pelos camaradas governantes. Nessa situação, o sentido de pertencimento à comunidade se esvai,