Publicano no jornal GGN em 13/01/26, às 10:38
A invasão da Venezuela define um marco histórico negativo com significado geopolítico ainda mais grave do que os conflitos de Palestina ou Ucrânia. Não que se esteja pondo em dúvida a gravidade do genocídio palestino, que é indubitavelmente gravíssimo e indesculpável, ou da quebra da soberania ucraniana, que, ao fim e ao cabo, certa ou não, trata-se de resposta da Rússia às sucessivas quebras dos acordos encetados com os países da Otan.
O que se coloca é que, sob o ângulo das relações internacionais, a invasão da Venezuela expõe um perigo imperialista muito maior e difuso, capaz de atingir, sem exceção, todas as soberanias do mundo, dada a quase inesgotável capacidade militar do país ofensor, os EUA, e às bravatas expostas publicamente pelo seu tresloucado governante, o ególatra Donald Trump.
Não é de hoje que os Estados Unidos fizeram ressurgir a ótica do poder absoluto que predominava dezenas ou centenas de séculos atrás pelos impérios mais poderosos, como o romano, e mesmo antes disso, com as chamadas invasões bárbaras praticadas por vândalos, hunos, visigodos e tantos outros povos nômades, que visavam apenas o saque, a rapinagem, a pirataria e o massacre, sem pretensão de dominação permanente.
Como já tive a oportunidade expor em texto anterior, os Estados Unidos da América representam o exército defensor das corporações mais ricas do mundo. Não são “o” império, mas, sim, o soldado e a espada dos imperadores, que são os bilionários oligarcas.
Através desse braço armado, representado pelos Estados Unidos, a economia mundial vem sendo submetida à vontade desses novos imperadores de quatro modos principais, mas não únicos:













