COMPARATIVO DE REALIZAÇÕES DE LULA
E DOS BOLSONARO DESDE 2003
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LULA |
BOLSONAROS |
REDUÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL |
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Os programas sociais dos governos Lula I, II e III retiraram milhões de pessoas da extrema pobreza. O Brasil foi excluído do Mapa da Fome da ONU. Valorização do Salário Mínimo: Política contínua de reajustes reais (acima da inflação) que fortaleceu o mercado consumidor interno. Ao assumir o governo Lula I, em janeiro de 2003, o salário mínimo equivalia a cerca de US$ 60 dólares, algo em torno de R$ 200,00. No último mês de seu primeiro mandato, em dezembro de 2006, o valor do salário mínimo havia saltado para R$ 350,00, cerca de US$ 163 dólares, quase três vezes o valor inicial. No último mês do governo Lula II, em dezembro de 2010, o valor do salário mínimo havia saltado para R$ 510,00, cerca de US$ 290 dólares, mais de três vezes superior ao valor de dezembro de 2006. Ao assumir o governo Lula III, em janeiro de 2023, o salário mínimo equivalia a R$ 1.302,00, cerca de US$ 250,38 dólares. Em outubro de 2026, o salário mínimo no Brasil é de R$ 1.621,00, o que equivale a aproximadamente US$ 321 dólares, aumento de cerca de 30% sobre o valor o inicial.
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Flávio Bolsonaro: Nunca foi prefeito, governador ou presidente, não possuindo experiência administrativa nenhuma. Nos 23 anos em que é parlamentar, jamais criou projeto de lei para redução das desigualdades sociais ou implementação de projetos públicos benéficos à maioria da população. Como é adepto do neoliberalismo, caso eleito reduzirá o tamanho do Estado, e já disse que adotará um “tesouraço” de até 250 bilhões de reais no orçamento federal, certamente cortará verba, isso significa que, na prática, os pobres novamente sairão do orçamento público federal ou terão sua fatia orçamentária drasticamente reduzida e nenhuma ação coletiva pública partirá de seu governo. Governo Jair Bolsonaro: Adepto do neoliberalismo, que busca reduzir o tamanho do Estado. O Brasil retornou ao mapa da fome da ONU. Desvalorização do Salário Mínimo: no governo Bolsonaro o salário mínimo deixou de ter aumento real, com o piso nacional passando a ser corrigido apenas pela variação da inflação medida pelo INPC, o que resultou em perda de valor. Ao assumir o governo, em janeiro de 2019, Bolsonaro encontrou o salário mínimo no valor de R$ 998,00, equivalente a cerca de US$ 258,58 dólares. No último mês de seu governo, em dezembro de 2022, o salário mínimo no Brasil era de R$ 1.212,00, equivalente a US$ 229 dólares, o que significa perda, em 4 anos, de cerca de 13%. |
ECONOMIA, MERCADO DE TRABALHO, EMPREGO E RENDA |
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Na economia, mercado de trabalho, emprego e renda, os governos Lula se notabilizaram pela descoberta e início da exploração do pré-sal na bacia de Santos. Houve crescimento expressivo do emprego formal e da renda média do trabalhador em diferentes períodos dos mandatos. Ao assumir o governo Lula I, em janeiro de 2003, a taxa média de desemprego do ano de 2002 havia sido de 11,7%. A taxa média de desemprego no Brasil no final do mandato Lula I, em 2006, foi de 8,5%. A taxa média de desemprego no Brasil no final do mandato Lula II, em 2010 foi de 6,7%. Lula pegou uma taxa de desemprego de 11,7% e a reduziu, em 8 anos, para 6,7%. Ao assumir o governo Lula III, em janeiro de 2023, a taxa média de desemprego do ano de 2022 havia sido de 9,3%. No ano de 2025, a taxa média de desemprego no Brasil foi de 6,7%. Em 2026, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre móvel encerrado em agosto de 2026. Novamente Lula conseguiu reduzir a taxa de desemprego, de 9,7% para 5,3%, em menos de 4 anos. Valorização da renda média do trabalhador: Durante os governos Lula I e II, o rendimento médio real do trabalhador brasileiro, já descontada a inflação, apresentou um crescimento acumulado real (descontada a inflação) de cerca de 20% entre o ano de 2003 e o encerramento de 2010, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, passando de R$ 692,00 para R$ 1.625,46. Durante o governo Lula III, o rendimento médio real do trabalhador brasileiro subiu de R$ 2.900, em janeiro de 2023, para R$ 3.777, no trimestre encerrado em agosto de 2026, de acordo com a PNAD Contínua do IBGE, o que representa um aumento de 30% em menos de 4 anos. |
Flávio Bolsonaro: Nunca foi prefeito, governador ou presidente, não possuindo experiência administrativa nenhuma. Nos 23 anos em que é parlamentar, jamais criou projeto de lei para promover a criação de emprego ou aumento da renda média dos trabalhadores. Governo Jair Bolsonaro: Adepto do neoliberalismo, que busca reduzir o tamanho do Estado, portanto, inclinado a reduzir salários, aposentadorias e pensões. No início do governo Bolsonaro, a taxa média de desemprego no Brasil acumulada em 2017 foi de 12,7%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE. A taxa média de desemprego no Brasil no final do mandato de Bolsonaro, em 2022, foi de 9,3%. Desvalorização da renda média do trabalhador: Durante o governo Bolsonaro, o rendimento médio real do trabalhador brasileiro passou de R$ 2.958, em janeiro de 2018, para R$ 2.940, em dezembro de 2022, o que significa que, em 4 anos o salário médio não somente não teve aumento algum, como teve o valor reduzido, o que piora ainda mais se levada em conta a inflação do período.
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EDUCAÇÃO |
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Na educação, 14 novas universidades federais foram criadas nos mandatos de Lula (total de 18, caso somadas as criadas por Dilma Rousseff). Além disso, 120 novos campi universitários foram implantados (total de 170, se considerado o mandato de Dilma), com o objetivo de interiorizar o ensino superior para fora das capitais. Na educação, de Pedro Álvares Cabral até dezembro de 2002, somente 139 escolas técnicas federais haviam sido criadas. Nos governos Lula I e II (janeiro de 2003 a dezembro de 2010), foram criados 214 novos Institutos Federais de educação. No governo Dilma Rousseff (2011 a agosto de 2016, mais 290 novas unidades foram criadas, totalizando 504 novas escolas técnicas federais. No governo Lula III, a partir de janeiro de 2023, mais 92 Institutos Federais foram inaugurados até setembro de 2026, totalizando 596 novas escolas técnicas federais criadas pelos governos petistas. Há previsão de inauguração de mais 19 unidades até o fim do mandato de Lula III. Na educação, o número de matrículas na graduação das universidades federais saltou de cerca de 544 mil em 2003 para mais de 1 milhão nos anos seguintes, impulsionado também pelo REUNI (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais). Na educação, implementação do ProUni (bolsas de estudo em universidades privadas) e ampliação do FIES. Na educação, aprovação do Fundeb para financiamento da educação básica. |
Flávio Bolsonaro: Repete-se o que foi dito no tópico anterior. Nenhuma realização. Governo Jair Bolsonaro: Adepto do neoliberalismo, que busca reduzir o tamanho do Estado. Por conta disso, em seu governo o orçamento da educação foi reduzido em treze por cento. Não foi criada nenhuma universidade, nenhuma escola técnica federal e tampouco aumentada a oferta de vagas públicas. Em seu governo o número de novos financiamentos do FIES seguiu uma tendência contínua de queda, registrando em 2021 o menor patamar em 11 anos (cerca de 93 mil contratos). Quanto ao Prouni, o programa, que sempre foi restrito a estudantes da rede pública ou bolsistas integrais da rede privada, foi aberto para estudantes privilegiados não bolsistas da rede privada, deturpando os objetivos do programa. Além disso, extinguiu as bolsas parciais de 25%, mantendo apenas as modalidades de 50% e de 100%. E mais, houve uma queda expressiva na oferta de vagas em 2021, com recuperação apenas no ano eleitoral de 2022. Limitou-se a administrar o Fundeb nos limites a que era obrigado pela lei. |
SAÚDE PÚBLICA |
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Na saúde pública, criação do SAMU (atendimento móvel de urgência) e do programa Farmácia Popular. Lançamento do programa Mais Médicos para ampliar o atendimento em periferias e no interior. Expansão da rede de Atenção Básica e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Lançamento do Mais Médicos para ampliar o atendimento em periferias e no interior. Expansão da rede de Atenção Básica e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). |
Flávio Bolsonaro: Repete-se o que foi dito no tópico anterior. Nenhuma realização. Governo Jair Bolsonaro: Adepto do neoliberalismo, que busca reduzir o tamanho do Estado. Por conta disso, em seu governo orçamento federal do SUS caiu de 15,77% em 2017 para 13,54% em 2019, com perdas em programas sociais e de prevenção, além de bloqueios recorrentes de verbas, incluindo cortes em propostas de orçamento para áreas como Farmácia Popular, oncologia e prevenção ao HIV/Aids. Adotou postura negacionista da ciência quanto à adoção de medidas de isolamento social, promovendo o chamado "tratamento precoce" com medicamentos ineficazes (como cloroquina e ivermectin), gastando dezenas de milhões de reais com isso e retardando a aquisição de vacinas. Seu comportamento agravou a crise sanitária e, por conta disso, quase 700 mil pessoas morreram. Desde o início de seu governo demonstrou contrariedade em relação ao programa Mais Médicos. Fez de tudo para desestruturá-lo e acabou por substituir a iniciativa original, criada em 2013, com isso provocando a saída de grande parte dos profissionais cubanos logo no início do governo, gerando forte redução no número de profissionais e dificuldades no atendimento à atenção primária do SUS. Centenas de municípios, periferias e comunidades indígenas e quilombolas sofreram desfalques graves ou mesmo interrupção na atenção básica de saúde. Não construiu uma só unidade de UPA. Pelo contrário, as obras de construção de centenas de UPAs iniciadas nos governos anteriores foram simplesmente paralisadas e nunca concluídas. Tentou entregar os projetos para a iniciativa privada, mas recuou ante a forte repercussão negativa. No conjunto, foi um desastre. |
INFRAESTRUTURA E MORADIA |
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Em infraestrutura e moradia, lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para obras em transportes, energia e saneamento. Criação do programa Minha Casa, Minha Vida para habitação popular. Criação do programa Luz para Todos, levando eletrificação a milhões de famílias rurais. Foi concluída, durante os governos Lula I e II e Dilma, a Ferrovia Norte-Sul, ligando o Maranhão ao interior de São Paulo, conectando regiões produtoras de grãos ao Porto de Itaqui e ao Porto de Santos. Foi entregue a Ferrovia de Integração Oeste-Este, ligando o interior da Bahia, Minas e Goiás ao porto de Ilhéus. Iniciou-se a Ferrovia Transnordestina, prevista para ter 1.753 Km, ligando o cerrado do Piauí (município de Eliseu Martins) aos portos de Pecém (no Ceará) e Suape (em Pernambuco). O trecho principal, ligando Paes Landim, no Piauí, ao Porto do Pecém, no Ceará, tem previsão de conclusão para o fim de 2027, já estando com cerca de 83% a 84% das obras executadas. O trecho 2, de Paes Landim a Eliseu Martins, também no Piauí, tem previsão de término para 2028. |
Flávio Bolsonaro: Repete-se o que foi dito no tópico anterior. Nenhuma realização. Governo Jair Bolsonaro: Adepto do neoliberalismo, que busca reduzir o tamanho do Estado. Por conta disso, (1) encerrou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento); (2) reduziu significativamente os recursos, cortando 98,2% dos recursos voltados à construção de moradias populares e alterando as regras, ao fim paralisando as obras do programa Minha Casa Minha Vida; (3) basicamente, encerrou o programa Luz para Todos. Quanto às realizações em transportes, são ínfimas: (1) asfaltamento de 51 km da BR-163, no Pará; (2) Ponte do Abunã, sobre o Rio Madeira, no Acre, com 1,5 Km e (3) Ponte sobre o Rio Parnaíba, no Piauí, com 185 metros. Afora isso, restam apenas concessões e privatizações em transportes, ações tipicamente neoliberais. No final do governo, em dezembro de 2022, prejudicou o andamento das obras da Ferrovia Transnordestina ao criar um termo aditivo ao contrato de concessão que acabou resultando na desistência do trecho Salgueiro–Suape (Pernambuco), reduzindo o projeto original de 1.753 km para 1.209 km. Isso levou o Tribunal de Contas da União a classificar a obra como "financeiramente inviável", resultando no congelamento de investimentos e na virtual paralisação de frentes de trabalho importantes na região. |
PETROBRAS |
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Crescimento da Petrobras: Com Lula, sempre significativo. 1º e 2º mandato: Em dezembro de 2002, a Petrobras ocupava a 12ª posição no ranking das maiores empresas petrolíferas do mundo, com valor de mercado estimado em US$ 15,4 bilhões. Lula assume em janeiro de 2003 e, no último mês de seu segundo mandato, em dezembro de 2010, a Petrobras ocupava a 3ª posição no ranking global com valor de mercado avaliado em cerca de US$ 228,9 bilhões, quase 15 vezes mais do que quando assumiu. 3º mandato: Em dezembro de 2022, a Petrobras ocupava a 13ª posição entre as maiores do mundo, com valor de mercado estimado em cerca de US$ 70 bilhões. Lula assume em janeiro de 2023 e, atualmente, menos de 4 anos depois, a Petrobras saltou para a 5ª posição entre as maiores petroleiras do mundo em valor de mercado, avaliada em US$ 159,49 bilhões, mais do que o dobro do valor do início do mandato. |
Decrescimento da Petrobras: Com Bolsonaro, a Petrobras perdeu valor de mercado. Em dezembro de 2018, a Petrobras ocupava a 10ª posição entre as maiores do mundo, com valor de mercado estimado em cerca de US$ 95,58 bilhões. Em dezembro de 2022, a Petrobras continuava a ocupar a 10ª posição entre as maiores do mundo, mas perdeu valor de mercado, então estimado em cerca de US$ 69,46 bilhões. |

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