sábado, 10 de janeiro de 2026

O desespero imperialista de Trump e o rio Mississipi secando

 


Aparentemente, o governo estadunidense tem informação, desde 2023, de que o rio Mississipi está secando.

Não por ausência de precipitação, mas por porosidade do solo, que estaria absorvendo a àgua para recomposição do aquífero do subsolo, esvaziado após mais de um século de exploração agropecuária estadunidense.

Trata-se de informação absolutamente nova para mim, que me considero bem informado.

Caso tal informação seja verdadeira, creio que sua importância, inclusive geopolítica, vem sendo minimizada pela mídia.

E se as informações forem verdadeiras, a situação é, ao mesmo tempo, estarrecedora e esclarecedora.

Se imaginarmos os EUA como um retângulo, a metade oeste é, basicamente, um grande deserto, no qual a Califórnia é o único oásis importante.

Já a metade leste é um grande jardim verdejante, na qual quase toda a agropecuária está fundada.

Justamente por isso, 80% da população americana habita a metade leste.

Os outros 20% estão na metade oeste, sendo que metade disso mora na Califórnia. Ou seja, se tirar a Califórnia, a metade oeste é essencialmente desabitada.

O que explica essa preferência da população pela metade leste é justamente a bacia do Mississipi, que permite a exuberância do setor agropecuário estadunidense, que chega a competir com o Brasil em alguns setores, como o da soja.

Caso o Mississipi se torne inviável como fornecedor de água, a economia americana naufraga em dois tempos.

Esse é o lado estarrecedor, pois envolve diretamente a vida de dezenas de milhões de pessoas.

A parte esclarecedora é que isso permite entender melhor os atos do governo Trump, com tarifaço, perseguição violenta aos imigrantes, invasão da Venezuela e ameaça de outras invasões impensáveis até bem pouco tempo atrás, como a do território de um aliado da Otan.

Tratar-se-ia de puro desespero de quem vê a economia nacional ameaçada por vários perigos simultâneos.

Desdolarização crescente do comércio mundial, perda de importância no mercado de energia, perda da hegemonia comercial e militar e, agora, a possibilidade de ter seu setor agropecuário dizimado.

O problema nisso é que ações praticadas no desespero costumam ser decididas sem grande reflexão sobre os desdobramentos futuros.

Esse desespero pode conduzir o mundo ao último conflito tecnológico.

Sim, porque, como supostamente disse Einstein, depois da 3a Guerra, os que restarem, se restarem, voltarão a guerrear com paus e pedras...

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