sábado, 10 de janeiro de 2026

Sinais dos tempos: a pobreza da Geração "Y" e a invasão da Venezuela

A geração Y, jovens de 30/40 anos, é a primeira a sentir os efeitos da degradação do sistema capitalista.

É a geração dos engenheiros motoristas de Uber e a primeira cuja segurança financeira e econômica é pior do que a dos pais.

Quem estragou a festa da geração Y?

A resposta simples: o acúmulo patrimonial ilimitado é a causa direta e única, das aflições econômicas de pobres pelo mundo afora.

Não se trata, aqui, do acúmulo patrimonial da classe média ou das pequenas riquezas, mas a do milionésimo superior na escala das riquezas, ou seja, dos bilionários.

Todo e qualquer sistema que permita um pico, afunilamento ou represamento de energia em um único ponto do organismo terá como consequência o enfraquecimento generalizado dos demais pontos e, eventualmente, sofrerá colapso e extinção.

Não é uma questão de "se", mas de "quando".

A moeda, o dinheiro, não é um bem em si mesmo, meramente representando a riqueza material verdadeira, que é a terra e o que nela se encontra.

O sistema capitalista depende de retroalimentação, ou giro da riqueza na forma dinheiro.

O aprisionamento do dinheiro é como retirar o ar do ser vivo.

Coloque um milhão de animais num ambiente único mas que permita a compartimentalização do ar.

Se 90% do ar for sendo direcionado para apenas dois dos animais, em algum momento os 998 mil restantes morrerão asfixiados.

É isso que está acontecendo agora, no chamado "capitalismo tardio".

O acúmulo é de tal magnitude que os capitalistas deixaram de lucrar com a produção, pois falta renda ao povo para adquiri-la. Quantos conseguem comprar um carro popular por 80 mil reais?

No capitalismo tardio, a financeirização do sistema e o avanço sobre a arrecadação tributária (via juros da dívida pública) são as últimas ferramentas da acumulação.

O que virá depois?

Difícil dizer. Talvez o comunismo, como previu Marx, talvez a volta dos sistemas econômicos da Idade Média, como sugere a uberização da economia (nova forma de servidão) ou a invasão da Venezuela (retorno dos saques, pirataria e corsarismo).

O futuro dirá...

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